Sérgio – XII

Desde que passou a se sentir, rotineiramente, mal; das vezes que, excepcionalmente, se sentia bem, o prazer não durava. A mecânica era mais ou menos semelhante: ou Sérgio, mais feliz e ativo, percebia, vendo de cima, o quão fundo ele estava naquele buraco durante a maior parte do seu tempo, o que então, de assalto, roubava-lhe toda alegria; ou ele simplesmente ficava feliz demais, ativo demais, megalomaníaco, correndo, cheio de hybris, pelo mais eficiente atalho para a frustração. O Cromoterapeuta, interessado em resultados rápidos, aproveitou-se desse segundo comportamento.

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