Sérgio – XI

O mau de Sérgio era sentir-se merecedor de tudo — tudo, diga-se, do bom e do melhor — sem ter de fazer nada além de ser, sem qualquer esforço, a pessoa maravilhosa que supunha ser. O cromoterapeuta não lhe apontou tal defeito. Ao contrário: inflou-lhe o ego, garantiu-lhe ser mesmo extraordinário, o herói fantástico dos devaneios de infância ofuscado pelo brilho barato de uma sociedade decadente. Esse seu verdadeiro eu, resplandecente, surgiria, porém, apenas se Sérgio se curvasse perante da Mestra. E assim que apresentado a Carmen Valente, agora Mestra Intreza, como anteviu o cromoterapeuta, ele se curvou.

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