Sérgio – X

— Desídia. Palavra bonita, não é? Descobri quando fui demitido por justa causa. Desídia. É a indolência, a preguiça. Você já leu Bartebly?

— Não. Quem é? — disse o cromoterapeuta, com uma humildade fingida.

— É um conto, não um autor. O autor é o cara de Moby Dick. Mas, bem, esquece a referência. Eu não sou o Bartebly, mas eu sou a desídia, a desídia em pessoa.

— E você quer mudar? — sussurrou o velhinho rechonchudo, cerrando os olhos.

— Quero, é por isso que eu estou aqui. Exatamente por isso. As cores vão me ajudar, não é? Eu estou tentando tudo, eu já te disse, e, ahn, eu estou gostando disso, das cores…

— As cores vão te ajudar sim. Mas… O caso é sério. Você se identifica com o negativo. Muito sério. Há como acelerar o seu processo de cura espiritual. Há um outro jeito. Eu… Eu poderia te apresentar para a Mestra.

— A Mestra?

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