Lúcia – IV

Nunca uses nenhum símbolo de proteção. Nutra por todas as crenças alheias (aquelas que não são tuas ou por ti adotadas) o mais cínico e profundo desprezo. Não o manifeste. Sorria. Estás de corpo fechado (continuas, porém, sujeito a todos os acidentes da matéria).

Tua essência é algo que tu mesmo não decifras. De nada adianta que saibam teus nomes ou que tenham mechas de teus cabelos. Essas não são chaves para ti. Estás de corpo fechado (continuas, porém, sujeito a todos os acidentes da matéria).

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2 comentários sobre “Lúcia – IV

  1. Que imagens, cara! As palavras estão precisas, o desenvolvimento, “De nada adianta que saibam teus nomes ou que tenham mechas de teus cabelos. Essas não são chaves para ti.”, tudo muito ligado às imagens e ao vocabulário desse universo místico, tudo muito cadenciado. O refrão ” Estás de corpo fechado (continuas, porém, sujeito a todos os acidentes da matéria)” funciona muito bem. A proposta é um pouco diferente da dos ocultistas, tem lógica e é aposta na soberania da ideia ao mesmo tempo que “aceita” a morte do corpo, o que traz uma originalidade bem interessante. Em suam, ducaralho.

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