A Mestra – I

II. PSICOPOMPO

Quando moça, frequentando círculos nos quais era relativamente fácil encontrar pessoas com esse tipo de interesse, conheci um sujeito, moço também, estudante de Engenharia, que criticou com veemência minhas leituras, desenhos, canções, danças, encenações… Praticamente tudo o que eu fazia na época, a bem da verdade. Para ele, essas coisas não passavam de perda de tempo, o mero revirar de concepções gastas, antigas, atrasadas. Todos os esforços intelectuais suportados por aqueles realmente interessados em construir um mundo novo, elevado, superior, deveriam ser direcionados a avanços científicos, ou, bem… Tecnológicos. Isso porque seria, de acordo com esse menino, por meios desses trabalhados que responderíamos as grandes perguntas. Estamos sozinhos nesse universo? Existem seres sencientes, dotados de inteligência, em outros planetas? Seriam irremediavelmente estranhos ou sua condição de alienígenas não os impediria de serem nossos irmãos? Com o estudo da Física, da Matemática, da Química, das ciências exatas, chegaríamos às novas fórmulas e equações necessárias à construção das máquinas fantásticas hábeis a superar as barreiras do tempo; e, quiçá, do espaço; que nos separam dessas criaturas. Todo estudo, toda criatividade, todo o suor deveria ser nesse sentido. Imensa besteira, mas, para mim, valiosa. Foi a provocação da qual eu precisava para firmar o pé, colocar-me decidida no caminho… Ora, minhas experiências já haviam me mostrado, sem sombra de dúvida, que tais seres extra; ou, como querem alguns, intraterrenos; não só existem, mas estão entre nós, de modo que não é necessário nenhum invento, nenhuma máquina extraordinária, que venha a tornar o contato fisicamente possível. As interações são parcas, insuficientes e de uma forma geral frustrantes não porque carecemos dos equipamentos necessários, eles possuem tais equipamentos, eles dominam a tecnologia, vieram cá, e cá estão. Mas porque não existe desejo por parte de tais criaturas de nos contatar com maior frequência e intensidade… Isso eu atribuo a um atraso espiritual, um atraso espiritual nosso, pelo qual nossa civilização passa… Se elevássemos nossos espíritos haveria contato, se fossemos capazes de dos desenvincilhar dos mil nadas que nos circundam e focar nas formas verdadeiras, haveria contato… Foi o que eu pensei então, o que eu confirmei posteriormente, o que existe aqui, o que fazemos aqui, o que você está vendo agora… Então, não era, àquela época, uma questão de abandonar minhas atividades, a natureza delas, mas intensificar esse trabalho, o trabalho de pavimentar o caminho rumo a uma nova elevação… A elevação por meio da qual nos tornaremos dignos do contato, e, sobretudo, dignos do Arrebatamento, no momento final do nosso planeta. Um momento que se aproxima…

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2 comentários sobre “A Mestra – I

  1. Esse texto parece sério, mas quando se lê os outros, que o autor coloca na mesma categoria, vê-se que se trata de um trabalho debochado, desrespeitoso, no qual a ufologia psíquica é apresentada como uma besteira, uma grande presepada. É necessário nos afastarmos desse tipo de autor, que só critica, nada acrescenta.

  2. Pingback: Nota sobre Esdrúxulo e Lúgubre | Schiamachia

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