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— Mas, então, um romance. Você há de concordar que o romance, o objeto estético em si, é uma abstração. O substrato físico dele é o livro. Então, vamos supor que exista um só exemplar desse livro e eu o destrua. Eu o tenho, é minha propriedade, e eu o destruo. O romance não existe mais? A destruição do livro acaba com o romance?

— Eu não sei. Mas… As símiles e metáforas têm limite. Você não é um romance, Cláudio. Você é uma pessoa, que vai morrer assim que seu corpo parar de funcionar. Você é o concreto, mundano e mortal; como todos nós.

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