ISABELA11.TXT

— Estava lendo sobre uma dessas premiações outro dia. O sujeito contemplado dizia que se não fosse pelo prêmio teria parado de escrever. Parado de escrever. Acho que deveria de ter parado de escrever de qualquer jeito, com ou sem a premiação. Quem escreve atendendo demandas externas (ou a partir de estímulos externos) não está fazendo a coisa certa. A convicção do artista (a vaidade, a vontade) tem de ser monolítica, incansável, e, sobretudo, livre. Estou com Faulkner, só a morte há de parar o verdadeiro escritor.

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