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Saudades de um amor antigo, perene, ensaiado e repisado. Saudades de quem me fazia par quando eu não sorria (ou sorria muito pouco), quando andava encurvado e fremia, semi-febril (sozinho exceto por ela),  afirmando que a vida é resistência (com uma voz doce me dizendo: não, Nestor; não é assim, só assim, sempre assim). Saudades dela que odeia saudades.

Mas saudade boa, saudade simples, saudade de:

— Oi, tem uma semana que eu não te vejo, sério, pode isso?