Alice

Ao meio-dia na avenida,
Alice deseja
mais um sem número de árvores,
que recortem os céus
em triângulos ainda menores,
que reduzam a claridade
a fachos, e os quebrem
em cascatas
de pequenos focos.

Luz pontual, que lhe revele

o verde enervado de uma folha,
uma constelação de pólen,

e não o absurdo da cidade.

Belo Horizonte, junho de 2006.

(Na avenida João Pinheiro, esperando ônibus com Clarissa.)

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