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Bahia com Afonso Pena, uma hora da tarde, domingo. Um homem, de mãos dadas com um menino de menos de seis anos, vem pelo passeio, em direção oposta a minha. O menino — com um sorriso trivial, dolorosamente inocente — aponta para um canto (sujo) da calçada e diz:

— Olha, pai, é ali que a vovó ficava.

O homem nada fala:  franze o cenho, segura a mão da criança com um pouco mais de força, aperta o passo. Seguem, desaparecem entre os transeuntes.

— Olha, pai, é ali que a vovó ficava.

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