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Às vezes era possível percebê-lo realmente absorto no que acabara de lhe ser dito. Sua fisionomia o entregava. Era como se para  de fato pensar fosse necessário substituir a máscara de homem social pela de sujeito introspectivo e ele não tivesse vergonha de fazer isso, rapidamente, na sua frente.

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Olivenbaum me chamou pra sair, me deu dois cigarros, um tanto de alecrim, me colocou pra dentro de uma festa, me mostrou nuvens iridescentes (ensinando-me indiretamente a palavra iridescência; que já me é automaticamente cara), três salélites (de rotas disapares), a Lua crescente e Júpiter (em pontos opostos do céu).

Quando eu, fraco, choraminguei, ele me deu conselhos sobre as questões do coração, finaceiras e dos trabalhos com os símbolos. Ainda cedo, como um inglês preocupado, foi embora, com um forte aperto de mão e o mais fraterno dos até mais.

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Estava (muito) bêbabo todas as vezes em que beijei Bárbara. Tal delitro custou-me as memórias (falam mal do fumo, mas o fumo nunca me roubou nada, nada). Fossem minhas lembranças um livro, os beijos de Bárbara seriam capítulos em branco, com um título (talvez uma resenha à la épico antigo ou romance de cavalaria), mas sem nehum conteúdo. O que dizem não vale; reputação não é fruição. Subjetivamente, nunca beijei Bárbara.