Busca

“Nada seria mais absurdo do que a palavra busca aplicada a uma obra de arte. Nela se escondem impotência, vazio interior, falta de uma consciência verdadeiramente criativa, vaidade mesquinha. Um artista que procura — são palavras que apenas escondem uma aceitação neutra de uma obra inferior. Arte não é ciência, não se começa a partir de experimentos. Quando um experimento não ultrapassa o nível de experimento, e não constitui uma etapa do processo de criação da obra concebida interiormente pelo artista, o objetivo da arte não foi alcançado”.

— Tarkovski, Andrei Arsensevich. Esculpir o Tempo, tradução de Jefferson Luiz Camargo, 2ª ed., São Paulo: Martins Fontes,  1998. p112

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